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quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Thor - O Mundo Sombrio

"Sempre tão perceptível sobre todos, menos sobre si mesmo."
Frigga, em conversa com o filho Loki


          Em 2011, Thor estreou rodeado de promessas e expectativas. O resultado, porém, foi regular. O filme de origem do herói se revelou genérico, deixando a incômoda sensação de que não passava de um caminho obrigatório na estrada de Os Vingadores. Agora, com a super equipe já consolidada nos cinemas, mostra-se um alívio notar que o Marvel Studios se preocupou em dar ao público uma aventura bem mais digna do Deus do Trovão.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Além da Escuridão - Star Trek

"Isso é claramente uma operação militar. É isso o que somos agora? Pois eu pensei que fôssemos exploradores!"
Scotty


          Uma missão de 5 anos que está prestes a se aproximar dos 50. Seja pela atual necessidade de Hollywood em reaproveitar seu passado, seja pela qualidade intrínseca do material, Star Trek retorna aos cinemas, em sua primeira aventura após o recomeço da franquia em 2009. De imediato, vale estabelecer um paralelo com outra recente produção quinquagenária: os filmes de James Bond. Estranha comparação? Nem tanto: assim como o Operação Skyfall de Sam Mendes, Além da Escuridão - Star Trek mostra-se produto do clássico 'adapt to survive', buscando moldar-se ao atual mercado, ao mesmo tempo em que luta para preservar sua essência, apoiando-se, para tal, na auto referência.
          Muitas são as alusões a elementos do cânone de Jornada (até Mudd é citado!). Contudo, aqui, a proposta não é meramente simbólica, mas também fundamental para solidificar o argumento chave da atual fase da série: essa é uma realidade paralela! J.J. Abrams e sua trupe arquitetam uma conexão impecável com um clássico longa do grupo, digna de arrancar lágrimas dos fãs; mas ao mesmo tempo reafirmam o novo ritmo imposto à franquia,  ratificando uma grande frustração dos apaixonados por esse universo: o novo Star Trek é muito mais uma ação no espaço do que, de fato, ficção científica.

domingo, 14 de abril de 2013

Oblivion

"Vocês são uma equipe eficiente?"


          Em 2010, Joseph Kosinski foi o responsável por trazer de volta à vida o fantástico universo de Tron. E apesar da morna recepção de O Legado, tudo indica que o diretor tomou gosto pelo gênero. Sem as amarras de estar ligado a um universo pré-existente, Kosinski adentra, em definitivo, os delicados campos da ficção científica e entrega, outra vez, um filme visualmente impecável. Mas... e quanto ao conteúdo?

domingo, 27 de janeiro de 2013

Django Livre

"D - J - A - N - G - O. 
O 'D' é mudo."


          Django Livre chega aos cinemas como mais um exemplo da característica assinatura de Quentin Tarantino, que desta vez debruça sua atenção sobre os faroestes. O amor do cineasta pelo gênero fica claro logo nos créditos iniciais, onde sua meticulosidade em  fazê-los aos moldes de antigamente já prepara o clima para o espectador. Vale ressaltar o enorme simbolismo de ver o nome de Ennio Morricone nestes mesmos créditos, já que o compositor foi grande colaborador de Sergio Leone, responsável pelos mais emblemáticos filmes do gênero.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

As Aventuras de Pi

"Obrigado, Vishnu (deus hindu), por me apresentar a Cristo"


          De bate-pronto, a primeira coisa a ser dita sobre As Aventuras de Pi é, certamente, a seguinte: O filme representa, de longe, uma das melhores utilizações da tecnologia 3D até aqui. Em 127 minutos de projeção, o chinês Ang Lee alia um incrível deleite visual à uma tocante história de vida, utilizando-se da mesma para discutir difíceis tópicos como crença, fé e religião.
          A delicada relação entre pai e filho - tema recorrente de seus longas - é novamente abordada. Pi, garoto protagonista do longa, cresce em uma Índia que se desenvolve em meio a transformações sociais e transborda diferentes culturas. Diante das constantes mudanças, seu pai lhe impõe uma criação firme, mas valorosa. Mostra-se interessante notar, inclusive por meio dessa relação, como Lee nos proporciona um filme menos carregado, apesar de altamente significativo. Toda a densidade de obras como O Segredo de Brokeback Mountain e Hulk (2003) é suavizada para dar lugar à reflexões essencialmente filosóficas.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

O Hobbit - Uma Jornada Inesperada


 "O mundo não está em seus livros e mapas. Está lá fora."
 
          Após quase dez anos do lançamento de O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei, Peter Jackson volta à Terra-Média na tão aguardada adaptação de O Hobbit. Apesar da lamentável saída de Guillermo Del Toro da direção, o regresso de Jackson ao universo de Tolkien significou um porto seguro para o longa. Na trama, 60 anos antes dos eventos de A Sociedade do Anel, o jovem Bilbo Bolseiro envolve-se, inusitadamente, em uma grande aventura: Acompanhar 13 anões em sua jornada rumo à Erebor, no intuito de reaver seu ouro e suas terras, roubados pelo dragão Smaug.

sábado, 29 de setembro de 2012

O Legado Bourne

          Muito se especulou sobre o retorno de Paul Greengrass, que comandou os dois últimos filmes da franquia, e Matt Damon ao universo de Jason Bourne. Contudo, tanto o diretor quanto o astro demostraram resistência com um argumento sincero: Não há mais o que ser contado. Afinal, Bourne resgatou sua identidade e agora... lembra de tudo. Porém, abrir mão de tal universo não representou uma opção para o estúdio, que logo chamou Tony Gilroy para renovar a franquia.
          No quarto capítulo da saga, o caminho mais óbvio é escolhido e rapidamente o espectador depara-se com um já esperado "- Treadstone era só a ponta do iceberg". Entretanto, apesar da trama previsível - um novo programa governamental, agora em busca de um novo agente -, o filme é feito com competência. Deve-se dizer que Gilroy trabalhou no roteiro dos três primeiros filmes e adquiriu certo mérito pelo divertido e intrigante Duplicidade.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge


          Em maio de 1939, Batman estreava em Detective Comics, o segundo mais antigo título em quadrinhos ainda hoje publicado. Ou seja, mais de setenta anos depois, o solitário Homem-Morcego continua a desarmar mafiosos; enfrentar vilões psicopatas e lutar incansavelmente pela redenção da condenada Gotham City. Tal imortalidade, que reforça o caráter lendário dos super-heróis, é finalmente representada nas telas com a competência necessária. O diretor Christopher Nolan consegue, de forma sutil e ideal, transmitir o conceito no universo crível que estabeleceu, apoiando-se, para tanto, no que já havia construído.
          Na primeira metade de Batman Begins, ao enfrentar seu exaustivo treinamento, Wayne é alertado por Ra's Al Ghul das possibilidades de se tornar mais que apenas um homem. Algo atingido ao devotar-se a um ideal, tornando-se um símbolo do próprio medo. Dando continuidade a este conceito, Nolan entrega o prometido final épico de sua trilogia. Por meio de ecos dos quadrinhos, ideias originais e o já característico estilo de seu diretor, O Cavaleiro das Trevas Ressurge passa com excelência uma difícil mensagem: a imortalização da lenda por meio do símbolo.

domingo, 8 de julho de 2012

O Espetacular Homem-Aranha

          No que se refere a adaptações de histórias em quadrinhos, o termo 'reboot' já não é novidade para a indústria cinematográfica. Contudo, ao envolver um personagem como o Homem-Aranha, o assunto adquire contornos mais densos. Afinal, o último filme da trilogia de Sam Raimi foi lançado há apenas cinco anos. E apesar do deslize no capítulo final, os longas encontraram seu lugar no coração do público e dos fãs. Especialmente Homem-Aranha 2, que destrinchou extremamente bem a essência do personagem e potencializou sua principal característica: ser um herói universal.
          Trazer de volta às telas o personagem principal da Marvel Comics, reiniciando sua jornada, certamente não seria uma tarefa fácil. Contudo, nessa empreitada, O Espetacular Homem-Aranha mostra-se como um recomeço apenas razoável para o 'cabeça de teia'. É indiscutível que o longa apresenta falhas e deixa algumas dúvidas, mas do mesmo modo, faz opções interessantes... como adaptar a versão 'Ultimate' do herói nos quadrinhos.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

A Invenção de Hugo Cabret



          Ao se analisar A Invenção de Hugo Cabret é possível notar como o longa divide-se em dois filmes distintos; pois o 3D e a temática infantil são meros panos de fundo para a real intenção da obra: fazer uma bela e emocionante homenagem ao cinema.
          Na trama, o público é apresentado ao menino Hugo, que após ficar órfão precisa resolver o mistério de um autômato (espécie de boneco mecânico), o qual representa seu último elo com o falecido pai. Ao mesmo tempo, o menino deve escapar do inspetor da estação de trem, lugar onde passou a viver secretamente.
          Contudo, a história de Hugo Cabret mostra-se apenas como a engrenagem que faz funcionar o verdadeiro propósito de Martin Scorsese. Aqui, o aclamado diretor entrelaça ficção e realidade para devolver a Georges Méliès, um dos primeiros cineastas da história, seu merecido reconhecimento. Nesta jornada pessoal de Scorsese, explodem inúmeras referências aos primórdios da sétima arte. O espectador tem a chance, mesmo que por alguns segundos, de admirar na tela grande vários dos primeiros gênios e clássicos do cinema como, por exemplo, os imortais Buster Keaton e Charles Chaplin.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Millenium - Os Homens Que Não Amavam as Mulheres

          Remakes e reboots tornaram-se uma constante em Hollywood. No ramo mais comercial do cinema, que hoje envolve, em sua maioria, os super-heróis, o termo nem sequer gera estranheza. Porém, ver essa tendência se arrastar para um cinema mais autoral gera reflexões distintas. A primeira reação é de desprezo à indústria americana, por parecer não aceitar um cinema popularizado sem seu selo. Por outro lado, deve-se concordar que o público ganha ao ter uma nova visão sobre uma mesma obra. E quando o trabalho em questão é de David Fincher, fica difícil ignorá-lo, seja ele um remake ou não.
          Millenium - Os Homens Que Não Amavam as Mulheres mostra-se como mais uma grande obra do diretor, que outra vez surpreende ao revelar faces incômodas da natureza humana. Na história, que tem a Suécia como pano de fundo, Mikael Blomkvist é um jornalista investigativo que vê sua carreira ruir ao perder um processo judicial por falta de provas. Contudo, quando o poderoso Henrik Vanger o contrata para um serviço particular, Mikael terá a chance de provar a si mesmo que seu faro continua aguçado. Nesse misterioso caso, o jornalista terá a ajuda da atípica Lisbeth Salander, peça intrigante do longa que mostra-se como a verdadeira protagonista de Fincher.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Os Descendentes


          Dramas familiares possuem, inegavelmente, um currículo glorioso na história do cinema. Pode-se perceber, de algum tempo para cá, uma maior intensificação ou, ao menos, divulgação de filmes do gênero. Talvez, por ser esta a era da informação, onde tudo é mais rápido e passageiro, um olhar sobre a família, sobre as relações pessoais... faça-se cada vez mais necessário. São filmes que, assim como seu tempo, mostram-se fragmentados, descontínuos, mas focam-se exatamente em quem tende a não se adaptar a este novo ritmo. 
          Desde novos clássicos como Pequena Miss Sunshine até o recente Minhas Mães e Meu Pai,  que concorreu ao Oscar (de melhor filme) ano passado, tem-se um olhar cada vez mais peculiar sobre o quão disfuncional uma família pode ser. Os Descendentes chega aos cinemas como uma ótima adição a este grupo, mas que peca por não se arriscar um pouco mais.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Missão: Impossível - Protocolo Fantasma

"Nós voltaremos com o alvo... ou não voltaremos."

          Normalmente, costuma-se observar certo desgaste em toda franquia que se prolonga por muitos filmes. Em geral, as que chegam ao terceiro capítulo e, principalmente, as que passam do mesmo. Porém, Missão: Impossível, que chega aos cinemas pela quarta vez mostra-se, ainda, com o fôlego necessário para fugir dessa sina. Com a direção de Brad Bird, consegue-se dizer um pouco mais sobre Ethan Hunt. Já o enredo, apesar de simples e, vale dizer, ligeiramente fraco, dá argumentos para um desenrolar que sempre surpreende o público, especialmente nas cenas de ação.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Amor a Toda Prova


          A comédia romântica é, certamente, um dos gêneros mais maltratados do cinema... Talvez, por representar um atrativo para o grande público, tais filmes insistam em usar, incessantemente, a eternizada fórmula do sucesso. Porém, hoje, a mesma encontra-se tão batida, que o problema não reside apenas em termos, sempre, um conveniente final feliz... Chegou-se um ponto em que os meios pelos quais o último ocorre são, também, extremamente previsíveis. 
          Aliás, se comédias apresentam-se como o assunto em questão, finais felizes não seriam um problema, se desenvolvidos de forma surpreendente ou, ao menos, cativante! Agora, além do 'felizes para sempre', ter que deparar-se com filmes nos quais cenas, e até mesmo falas, podem ser previstas é decepcionante, incomodo e infelizmente, cada vez mais comum.
          Porém, se as comédias românticas parecem avançar na estrada da vergonha, em uma viagem sem volta, Amor a Toda Prova representa uma satisfatória luz no fim do túnel.

sábado, 20 de agosto de 2011

Super 8


          Pegue o clima das antigas aventuras de Steven Spielberg. Adicione a filosofia do cinema de George A. Romero. E para comandar esta mistura, com um tempero pessoal, chame J.J. Abrams. Nasce, então, Super 8, um longa divertido, despretensioso e surpreendentimente... sincero.
          Na trama, um grupo de pré-adolescentes empenham-se em realizar um filme. Entretanto, em umas das filmagens, os jovens garotos acabam presenciando um terrível acidente ferroviário. Logo depois, terríveis acontecimentos e desaparecimentos inexplicáveis começam a acontecer... a resposta pode estar na catástrofe ocorrida com o trem, o qual carregava algo misterioso e... assustador.
          O diretor J.J. Abrams acerta, novamente, pelo simples fato de aperfeiçoar, neste longa, uma de suas principais características: a capacidade de emocionar.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

127 Horas

"Não há força na Terra mais poderosa que a vontade de viver." 


          Com essa frase, encerra-se o trailer de 127 horas. E por mais clichê que a mesma soe... ela acaba por mostrar-se, no filme, como a mais pura verdade. Danny Boyle entrega, novamente, uma obra sincera que dosa com excelência tanto o apelo artístico quanto o comercial.
          A trama, baseada em uma história verídica, acompanha o alpinista norte-americano Aron Ralston, o qual, em uma fatídica manhã de Sábado, viu-se preso por uma rocha na desolada e profunda região dos cânions de Utah.
          Assim que o filme começa, o diretor já bombardeia o público com a correria da cidade. Algo não muito diferente dos conturbados cenários indianos de Quem Quer Ser Um Milionário, último filme de Boyle. Porém, fugindo de toda aquela bagunça, o público depara-se com Aron Ralston. Nitidamente alguém que aparenta aproveitar a vida, que busca novas experiências e que acha paz na vastidão solitária dos cânions. O que fica comprovado quando uma das meninas que cruzam seu caminho diz: "Ah, você é um daqueles...".

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Bravura Indômita

"Fogem os ímpios, sem que ninguém os persiga..."
                                                                                                     Provérbios 28:1


          Sob a manifestação dessa frase, inicia-se Bravura Indômita, o mais novo filme dos cultuados irmãos Coen. Vale dizer que o tom profético da passagem bíblica não só introduz o longa, mas também o define de forma fantástica. A visão da dupla para a obra que inspirou o clássico de 1969 carrega em si certo teor de amargura e realismo, transmitindo para o expectador, de forma sensível, mensagens sobre a essência e a formação do ser humano, como também sobre a própria passagem do tempo, sempre traiçoeira. E para os que ainda tem dúvidas: Sim, Bravura Indômita é, inegavelmente, um verdadeiro faroeste, já que o mesmo apresenta inúmeras semelhanças com a primeira versão estrelada, outrora, pelo lendário Jonh Wayne.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Cisne Negro

          Em Réquiem Para um Sonho, o diretor Darren Aronofsky entregou uma obra extremamente perturbadora, na qual os protagonistas precisavam travar uma batalha interior e lidar com os próprios vícios. Já em O Lutador, o diretor continuou a explorar o desequilíbrio psicológico das pessoas, intensificando nessa característica a influência causada pelo meio externo. Cisne Negro, o mais novo filme de Aronofsky, dosa na medida certa tais elementos. Porém, o mais interessante é ver como o longa molda tamanha densidade na sutileza clássica do balé.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Estréias de Janeiro


          A seguir, comentários relevantes sobre alguns dos filmes que marcaram presença nos cinemas, nesse primeiro mês de 2011: De Pernas Pro Ar, Incontrolável, Enrolados e Zé Colmeia.

sábado, 8 de janeiro de 2011

A Rede Social e primeiro ensaio sobre o Oscar

          Quem apostaria em fazer um filme sobre a criação do Facebook? Tal ideia, aparentemente não muito interessante, tornou-se, nas mãos de David Fincher, um excelente longa metragem. Afinal, qualquer história tem grande potencial cinematográfico, se feita da maneira certa e pelas pessoas certas. Entretanto, apesar de seu tema incomum, o grande sucesso de A Rede Social deve-se, indubitavelmente, à sua inegável contemporaneidade.
          Fincher, no dramático O Curioso caso de Benjamin Button entrega um filme filosófico e até mesmo poético, no qual a passagem do tempo e a própria vida são postos em xeque. Já em A Rede Social, o diretor opta pela objetividade e centra-se no essencial: contar como Mark Zuckerberg tornou-se o bilionário mais jovem do mundo criando o Facebook e quais as consequências deste ato.
          Não pense, contudo, que não haverá reflexões após a sessão. O longa expõe  uma geração feita de aparências, sempre em movimento, além de analisar, de forma bem interessante, as relações sociais do mundo atual. Mas, seria isso suficiente para um Oscar?