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quinta-feira, 19 de maio de 2011

House: 7ª Temporada Ep (13 - 16)


          A sétima temporada de House, após um começo morno, finalmente mostra a que veio em Duas Histórias. O décimo terceiro episódio da série começa o que se estenderá, gradualmente, pelos três seguintes: O relacionamento de House e Cuddy levado ao limite.
          Desde o último episódio da temporada passada, tornou-se evidente que o gerenciamento dessa relação seria o grande dilema do novo ano da série. Porém, deve-se aplaudir a atitude dos roteiristas de antecipar o inevitável conflito entre as partes, ao invés de apenas esperar o fim da temporada.
          Destrinchando a crise do casal, em seus contornos mais densos, desde o décimo terceiro episódio, tem-se tempo para trabalhar todas as consequências geradas pela instabilidade dessa relação. Consequências interessantes, aflitivas e surpreendentes.

domingo, 13 de março de 2011

House - Balanço da 7ª Temporada (Ep. 1 - 11)

Atenção: O texto a seguir contêm informações referentes às sexta e sétima temporadas do seriado. Siga por sua conta e risco. 
          House está feliz. Uma ideia aparentemente improvável, mas que serve de premissa para a sétima temporada do seriado. O pôster de divulgação da nova fase do médico apenas ratifica tal fato, assimilando o personagem a um palhaço, em todos os sentidos que essa palavra proporciona, é claro. Com o tenso final da sexta temporada, no qual foi preciso um prédio desabado e a morte de uma paciente para juntar House e Cuddy, a sétima temporada inicia-se com o propósito de explorar as consequências dessa união. Mas após 11 episódios transmitidos, o que esperar desse relacionamento e do futuro da série?

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Destaques de 2010 - Parte 1: Trilogia 'No Sense'.

          Ok. Todos são filmes independentes que não mantêm uma única relação entre si. Entretanto, Zumbilândia, Kick-Ass - Quebrando Tudo e Scott Pilgrim Contra o Mundo certamente possuem algo em comum. Todos fazem, cada um à sua maneira, o espectador levantar da poltrona na mais desesperadora vontade de fazer a diferença; de não ser apenas mais um; de simplesmente... aproveitar a vida. Mensagens simples e honestas que tornam-se  aparentemente novas devido às formas irreverentes por meio das quais são passadas: junto a muito sangue, algumas onomatopéias e até mesmo bolinhos recheados.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Para 2011, a receita de um gauche.

Texto de Drummond:

RECEITA DE ANO NOVO

Para você ganhar belíssimo Ano Novo

cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido).

Para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior).

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Prepare-se para O Legado: "Tron - Uma Odisséia Eletrônica"

          Nesta sexta, estréia "Tron - O Legado" e portanto mostra-se interessante, pelo próprio título da obra, revisitar o clássico de 1982 que deu origem ao universo fantástico no qual se ambienta a história. Entende-se por Odisséia toda e qualquer jornada extraordinária que também seja repleta de surpresas ou até mesmo perigos.
          Em 1968, Kubrick encantou o mundo com sua Odisséia no Espaço. Naqueles tempos, a corrida espacial impulsionada pela Guerra Fria fez com que o homem se questionasse a respeito do universo e de sua representação dentro do mesmo. Já na década de 80, o mundo vivenciava certo avanço tecnológico e o computador pessoal, como o conhecemos hoje, começava a ganhar forma. Nada mais natural, portanto, que Steven Lisberger nos entregar uma Odisséia Eletrônica. Tais exemplos apenas ratificam que o cinema é, inegavelmente, um reflexo de seu período histórico.
          Na trama, Kevin Flynn é um programador de softwares da ENCOM que tem suas idéias roubadas por outro funcionário. O jovem, então, cria um programa chamado CLU para invadir o sistema da empresa e encontrar provas que lhe garantam a autoria dos novos projetos. Ele, entretanto, esbarra no Controle Mestre, programa que lhe impede de adquirir os dados e que atua, no mundo cibernético, como uma força suprema e autoritária.
          Porém, a persistência de Flynn faz com que ele e mais dois amigos invadam a sede da empresa a procura das provas. Lá, o jovem acaba sendo digitalizado e transportado, por um laser, para o mundo virtual. Com a ajuda de Tron, programa criado por um de seus amigos, Flynn destrói o Controle Mestre, adquire as provas que precisava e restaura a paz no mundo cibernético.
          Vale lembrar que "Tron: Uma Odisséia Eletrônica" foi um dos primeiros filmes a usar efeitos especiais gerados por computação gráfica; e tornou-se um clássico da ficção científica justamente por sua inovação tecnológica e não por sua história que, talvez, seja divertida apenas para fãs de computação ou tecnologia. Prova disso foram os péssimos resultados do longa à época: tanto de crítica, como de público.

Repare no abismo tecnológico que separa os dois filmes. Lembre-se que o primeiro, à época, foi uma tremenda revolução.

          Sendo assim "Tron - O Legado" terá que fazer muito mais do que apenas encantar o público visualmente. Isso comprova-se por diversas razões:
  1. Como já dito anteriormente, no primeiro filme faltou uma história que abrangesse um maior público e o resultado não foi nada bom.
  2. "Avatar" já é a grande revolução tecnológica do momento. Qualquer produção posterior que proponha tecnologia similar, incluindo Tron, é apenas consequência do filme de Cameron.
  3. O mesmo "Avatar", apesar da estrondosa bilheteria, também provou que apenas tecnologia não basta e pecou justamente por apresentar uma história previsível.
  4. Filme bom mesmo precisa funcionar até em preto e branco!
          Portanto, espero que os realizadores de Tron estejam cientes das assertivas anteriores e que tenham a consciência de que para entrar para a história, assim como seu antecessor, o filme precisará de muito mais do que apenas efeitos tridimensionais. O resultado até agora parece promissor: O excelente Jeff Bridges retorna como Flynn e tanto os discos de batalha como as Lightcycles marcam presença na continuação. Vale avisar que o filme passou por refilmagens: as mentes da Pixar foram chamadas para "amplificar no filme as coisas pelas quais a Pixar é conhecida: personagens e emoção", segundo a EW.  Por um lado é bom saber que Lasseter e sua panelinha estão envolvidos. Por outro, o termo refilmagem é sempre preocupante.
          O resultado estréia hoje nos cinemas e, portanto, finalmente saberemos se "Tron - O Legado" está apto a se tornar a odisséia do novo milênio. Não uma odisséia eletrônica ou apenas tecnológica, mas, assim como a espacial de Kubrick, inesquecível.

Em breve, a crítica aqui no Dimensão Cinema: Fique de olho!

Compare esta foto com o pôster que abre o post. Homenagem?
  
E você... o que espera do filme? Deixe um comentário, sua opinião é fundamental para o desenvolvimento desse Blog!

domingo, 3 de outubro de 2010

Padilha, Cinema e Política


          Na última sexta-feira, dia primeiro de Outubro, José Padilha, diretor de Tropa de Elite, foi o convidado especial do programa 'Fim de Expediente' da rádio CBN. Durante uma gostosa e divertida conversa, o cineasta abordou não só a continuação de seu filme, que estréia na próxima sexta, mas também assuntos correlatos como o cinema nacional, o papel do Estado e as causas da violência urbana. Tudo isso aliado a um discurso político muito interessante.
          Ouça toda a entrevista, na integra, no link acima.
          Padilha inicia a conversa declarando que, com Tropa de Elite 2, encerra a sua trilogia da violência urbana, composta também por Ônibus 174 e pelo primeiro Tropa de Elite. Essa trilogia, segundo o próprio diretor, aborda essencialmente a ineficiência do Estado, atribuindo ao mesmo a culpa pelos altos índices de violência urbana no país, especialmente no Rio de Janeiro.
"O Estado produz indivíduos violentos. Era sobre isso o Ônibus 174. O Tropa de Elite é a mesma coisa ao contrário: é como o Estado administra mal a política e produz policiais corruptos e violentos."
        
          Para o cineasta, existem tradicionalmente duas visões sobre o tema no Brasil: a da esquerda e a da direita. A primeira associa a violencia à miséria, sendo necessário, portanto, resolver primeiro os problemas sociais. Já a segunda justifica o problema pela falta de uma repressão eficiente. Desse modo o discurso é de prender mais e ter um maior controle. Padilha afirma que os dois lados políticos fracassam, mas concorda, em partes, com a visão esquerdista. No Brasil a violência, de fato, relaciona-se com a a estrutura social e o aparato falho do Estado é responsável por isso.
          No decorrer da entrevista, destacam-se outros ótimos momentos. O diretor: 
  • brincando, sugere o termo "McMilícias", associando a famosa rede de restaurantes ao tema de seu novo filme.
  • chama Nosso Lar, ironicamente, de ficção científica.
  • lamenta, junto aos apresentadores, a escolha de 'Lula, o filho do Brasil' como o filme nacional a tentar o Oscar.
  • confessa ser fã de Fernando Meirelles.
  • defende, com unhas e dentes, a liberdade de imprensa e declara que um filme, pode sim, achincalhar o congresso.
  • afirma que: "A eleição no Brasil é um processo Darwiniano ao contrário." O que ocorre é uma involução.
  • prefere Scorsese a Coppola, Cate Blanchett a Julianne Moore e Fellini a Goddard.
          Padilha revela, no fim da entrevista que seu próximo filme será  "Nunca Antes na História Desse País", o qual conta a história de um país fictício no qual as campanhas são financiadas por meio de acordos espúrios e as pessoas, depois de eleitas, fazem 'caixa 2' para pagar as despesas dessas campanhas e também das próximas. Nesse país fictício é contada a história de um líder de esquerda fictício que vem cheio de ideais, mas ao chegar no poder mostra-se como os outros.
         O apresentador, depois de inúmeras gargalhadas, responde: "por isso eu gosto de ficção"
         Portanto, nota-se que o Brasil tem um excelente cineasta, o qual não tem medo de usar o cinema como instrumento modificador e político e que também se diz apaixonado pela ciência pois, segundo ele, é fundamental estar aberto ao erro e à critica.

Tropa de Elite 2 estreia dia 8 de Outubro nos cinemas. Em breve, a crítica: Fique de olho!

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sábado, 2 de outubro de 2010

Em Breve - As Relíquias da Morte

          Recentemente, foi divulgado o segundo trailer de Harry Potter e as Relíquias da Morte. Felizmente, a adaptação mostrou-se bastante promissora. Talvez, a própria história da sétima parte seja responsável por isso, já que finalmente Harry e seus amigos vivem uma aventura totalmente diferente do padrão. A saga aparenta encaminhar-se para um final épico e o trailer usa muito bem o fator 'emoção', por meio de cenas rápidas e também por focar-se no peso de se viver em tempos de guerra.
          Sendo assim, me senti motivado a reler o último livro e, ao dar uma rápida pincelada no sexto, deparei-me com o seguinte trecho:
"E Harry lembrou-se do pesadelo que fora sua primeira ida à Floresta, a primeira vez que encontrara a coisa que então era Voldemort, e como a enfrentara, e como, pouco tempo depois, ele e Dumbledore tinham discutido as razões de se travar uma batalha perdida. Era importante, dissera Dumbledore, lutar, e recomeçar a lutar, e continuar a lutar, porque somente assim o mal poderia ser acuado, embora jamais erradicado...
          E Harry, sentado ali sob o sol quente, percebeu com muita clareza como as pessoas que gostavam dele tinham se colocado à sua frente, um por um, sua mãe, seu pai, seu padrinho e, finalmente, Dumbledore, todos decididos a protegê-lo; mas, agora, isso acabara. Não podia mais deixar ninguém ficar entre ele e Voldemort..."
          Lembro-me bem que J.K. Rowling, certa vez, em uma entrevista, disse que sua história era essencialmente sobre a necessidade de se enfrentar o mal. O trailer explora isso muito bem e Harry chega, inclusive, a dizer: "Ninguém mais vai morrer. Não por mim."
          Por fim, ressalta-se a ótima atuação de Ralph Fienes como Voldemort; e a divisão da obra em duas partes, que apesar de extremamente comercial, vai dar mais espaço para personagens bem interessantes.

Surtou com o trailer? Se emocionou? Não gostou? Acha que é só enganação? Ou na verdade... nunca foi fã da série no cinema? Enfim, deixe um comentário! Sua opinião é fundamental para o desenvolvimento desse Blog! Abraços!    

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Scott Pilgrim Contra o Mundo... e o mundo contra a Paramout.

Cartaz de Scott Pilgrim feito pela "RollingStone". Não deixe de conferir também o Trailer no final do post!
          Adaptações de histórias em quadrinhos são, indiscutivelmente, uma realidade do cinema atual. Seja tal fato bom ou ruim, o sucesso de filmes do gênero fez vários estúdios enxergarem que esse mercado é feito não só de super-heróis . Existem excelentes histórias originais com grande potencial cinematográfico: desde dramas à ficções científicas. "Y - O Último Homem", por exemplo, ganhará espaço nas telonas.
          Neste ano, gerou-se grande expectativa acerca de "Scott Pilgrim contra o mundo". A divulgação do filme de Edgar Wright mostrou algo extremamente promissor, fiel as histórias em quadrinhos, recheado de referências pop e acima de tudo original. A obra aparenta ter aquele estilo descontraído de filmes como "Zumbilândia" ou "Kick-Ass", que apesar de terem temas tão distintos passam mensagens semelhantes ("Lute pelo que você quer", "Aproveite as pequenas coisas da vida") de forma inovadora.
          Portanto, nada mais natural do que esperar ansiosamente pelo dia 15 de Outubro, data em que o longa estrearia aqui no Brasil. Acontece que nos E.U.A., o filme já está em cartaz há uma semana. Bem... achou ruim assisti-lo com dois meses de atraso? Espere, que vai piorar... A Paramount decidiu adiar Scott Pilgrim para Novembro, provavelmente, por causa do relançamento, em Outubro, de “Avatar", a edição especial com algumas poucas cenas a mais.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

A Mágica de... Hollywood



          São muitos os fatores que fazem de "O Mágico de Oz" (1939), um verdadeiro clássico. O filme usou inteligentemente a cor, tecnologia até então recente nas telas, mas é acima de tudo por sua história que será eternamente lembrado. Afinal, o que adianta ser uma revolução tecnológica sem ter algo válido a contar? (Ok, James Cameron?)
          Na famosa trama, Dorothy se arrepende de fugir de casa e após fazer o caminho de volta acaba sendo engolida por um ciclone, o qual a leva pra um mundo fantástico, além do Arco Íris. Em poucos minutos, já é fácil se comover com a motivação do quarteto principal devido à toda inocência que ronda o mesmo. Todos precisam chegar à Cidade Esmeralda e ter seus pedidos atendidos pelo grande e poderoso mágico. O Espantalho quer um cérebro, o Homem de Lata um coração, o Leão um pouco de coragem e Dorothy, é claro, quer voltar para casa, pois como ela mesma aprende: "There's no place like home!".
          Você leitor, a esta altura, deve estar se perguntando: "Mas por que raios relembrar esse filme?" Simples! "O Mágico de Oz" é a oportunidade perfeita de se debater uma questão, hoje, muito importante: A crise criativa de Hollywood.