terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

127 Horas

"Não há força na Terra mais poderosa que a vontade de viver." 


          Com essa frase, encerra-se o trailer de 127 horas. E por mais clichê que a mesma soe... ela acaba por mostrar-se, no filme, como a mais pura verdade. Danny Boyle entrega, novamente, uma obra sincera que dosa com excelência tanto o apelo artístico quanto o comercial.
          A trama, baseada em uma história verídica, acompanha o alpinista norte-americano Aron Ralston, o qual, em uma fatídica manhã de Sábado, viu-se preso por uma rocha na desolada e profunda região dos cânions de Utah.
          Assim que o filme começa, o diretor já bombardeia o público com a correria da cidade. Algo não muito diferente dos conturbados cenários indianos de Quem Quer Ser Um Milionário, último filme de Boyle. Porém, fugindo de toda aquela bagunça, o público depara-se com Aron Ralston. Nitidamente alguém que aparenta aproveitar a vida, que busca novas experiências e que acha paz na vastidão solitária dos cânions. O que fica comprovado quando uma das meninas que cruzam seu caminho diz: "Ah, você é um daqueles...".

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Bravura Indômita

"Fogem os ímpios, sem que ninguém os persiga..."
                                                                                                     Provérbios 28:1


          Sob a manifestação dessa frase, inicia-se Bravura Indômita, o mais novo filme dos cultuados irmãos Coen. Vale dizer que o tom profético da passagem bíblica não só introduz o longa, mas também o define de forma fantástica. A visão da dupla para a obra que inspirou o clássico de 1969 carrega em si certo teor de amargura e realismo, transmitindo para o expectador, de forma sensível, mensagens sobre a essência e a formação do ser humano, como também sobre a própria passagem do tempo, sempre traiçoeira. E para os que ainda tem dúvidas: Sim, Bravura Indômita é, inegavelmente, um verdadeiro faroeste, já que o mesmo apresenta inúmeras semelhanças com a primeira versão estrelada, outrora, pelo lendário Jonh Wayne.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Cisne Negro

          Em Réquiem Para um Sonho, o diretor Darren Aronofsky entregou uma obra extremamente perturbadora, na qual os protagonistas precisavam travar uma batalha interior e lidar com os próprios vícios. Já em O Lutador, o diretor continuou a explorar o desequilíbrio psicológico das pessoas, intensificando nessa característica a influência causada pelo meio externo. Cisne Negro, o mais novo filme de Aronofsky, dosa na medida certa tais elementos. Porém, o mais interessante é ver como o longa molda tamanha densidade na sutileza clássica do balé.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Estréias de Janeiro


          A seguir, comentários relevantes sobre alguns dos filmes que marcaram presença nos cinemas, nesse primeiro mês de 2011: De Pernas Pro Ar, Incontrolável, Enrolados e Zé Colmeia.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Destaques de 2010 - Parte 1: Trilogia 'No Sense'.

          Ok. Todos são filmes independentes que não mantêm uma única relação entre si. Entretanto, Zumbilândia, Kick-Ass - Quebrando Tudo e Scott Pilgrim Contra o Mundo certamente possuem algo em comum. Todos fazem, cada um à sua maneira, o espectador levantar da poltrona na mais desesperadora vontade de fazer a diferença; de não ser apenas mais um; de simplesmente... aproveitar a vida. Mensagens simples e honestas que tornam-se  aparentemente novas devido às formas irreverentes por meio das quais são passadas: junto a muito sangue, algumas onomatopéias e até mesmo bolinhos recheados.

sábado, 8 de janeiro de 2011

A Rede Social e primeiro ensaio sobre o Oscar

          Quem apostaria em fazer um filme sobre a criação do Facebook? Tal ideia, aparentemente não muito interessante, tornou-se, nas mãos de David Fincher, um excelente longa metragem. Afinal, qualquer história tem grande potencial cinematográfico, se feita da maneira certa e pelas pessoas certas. Entretanto, apesar de seu tema incomum, o grande sucesso de A Rede Social deve-se, indubitavelmente, à sua inegável contemporaneidade.
          Fincher, no dramático O Curioso caso de Benjamin Button entrega um filme filosófico e até mesmo poético, no qual a passagem do tempo e a própria vida são postos em xeque. Já em A Rede Social, o diretor opta pela objetividade e centra-se no essencial: contar como Mark Zuckerberg tornou-se o bilionário mais jovem do mundo criando o Facebook e quais as consequências deste ato.
          Não pense, contudo, que não haverá reflexões após a sessão. O longa expõe  uma geração feita de aparências, sempre em movimento, além de analisar, de forma bem interessante, as relações sociais do mundo atual. Mas, seria isso suficiente para um Oscar?